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Filme ( Bom ) a Invenção de Hugo Cabret

sábado, 25 de fevereiro de 2012


Eu teria muito a falar exclusivamente do filme A invenção de Hugo Cabret. Mas, o que eu estou com vontade de tratar aqui mesmo é seu amor pelo cinema. Aos 69 anos, Martin Charles Scorsese é um incansável operário e estudioso da sétima arte. Se você gosta de filmes, e nem precisa ser um aficcionado , se você apenas gosta de ir ao cinema  e assistir a um bom filme de vez em quando, já conhece o diretor porque , de vez em quando suas obras são tudo o que aparecem de bom em Hollywood, esse local que faz filmes, influenciou o modo como as pessoas do planeta assistem os filmes e criou em torno do cinema uma indústria mas, não inventou nem é dono da arte cinematográfica. Se existe um diretor que sabe disso muito bem é Scorsese.


Scorsese não resistindo e fazendo uma pontinha em Hugo como fotógrafo
















Set de filmagem




Com 52 filmes como diretor e 39 como produtor - aqui não está contabilizado seu trabalho na tv, onde atua bastante, veja o artigo sobre  um dos seus últimos trabalhos Boardwalk Empire - com dois em fase de produção e o homem, fã de Glauber Rocha, não para. Quem pararia amando tanto o cinema? E , Vanessa, como você sabe que ele ama tanto o cinema assim, que não é apenas um diretor, precisa acrescentar esse epíteto piegas , " amante da sétima arte"? Pois, é, preciso. A invenção de Hugo Cabret ou simplesmente Hugo como  no original, é uma declaração de amor de Scorsese ao Cinema e , se o homem não tivesse dirigido Touro Indomável,  Taxi Driver, Os bons companheiros, Gangues de Nova York , por exemplo eu ousaria dizer que Hugo é uma obra-prima. Mas, claro que seria muita ousadia. Então vou dizer que é um filme belíssimo sobre o grande amor que alguns tem pelo Cinema e sua importância em nossa Cultura.





Ben Kingsley no papel do velho Méliès




George Méliès















Assim, Scorsese escolheu um livro infanto-juvenil escrito e ilustrado em 2007 por Brian Selznick - isso , Selznick, o lendário produtor de Hollywood, David O'Selznick, que  produziu E o vento levou... era primo do avô de Brian - para adaptar e contar um pouco da história de Georges Méliès, um dos precursores do cinema na França, e um de seus filmes, A viagem à lua, cujos detalhes eu não vou contar aqui para não perder o encanto. É o cinema falando de si. Mas, mais do que simplesmente um exercício de metalinguagem. Hugo é o cinema dizendo: "Vejam, eu sou maravilhoso, mas não por causa de todos os efeitos, artistas e glamour que vocês aí conhecem. Eu sou encantador sim, mas sempre fui, este é o meu conceito. Olhem só como eu nasci , eu já era de cair o queixo e eu já fazia seus bisavós sonharem"  Bem , perdoem a tradução falha, mas acho que consegui captar o conceito. Não sei se Hugo leva o Oscar, quem se importa? Mas, acho que vale o seu aplauso.


Imagem de Viagem à Lua de Georges  Méliès - 1902

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