
Estou engatinhando neste negócio de maternidade. Tá, tudo bem. Já passei da fase do engatinhar, estou andando meio trôpega, e falando enrolado. Afinal, meu filho já está com dois anos. A novidade agora são os convites para as primeiras festinhas infantis em décadas e minha perplexidade diante deste novo mundo.
Eu não sabia como funcionava a dinâmica de uma festa infantil. Fizemos as duas festinhas do Ernesto somente para a família; coisa pequena para o pequeno. Então, na primeira comemoração como mãe de convidado, procurei uma lembrança que fugisse ao industrializado. Achei uma linda bonequinha de pano embalada para presente num saquinho de juta e fui descobrir a vida como ela é.
E a vida mudou. Não existem mais muitas festinhas como as que eu costumava frequentar. na infância. Está certo que hoje também não existe mais o Playmobil da Trol e o gosto da bala tofee mudou . Tudo muda com o tempo. Mas desta vez fiquei assustada. A festa parecia um parque de diversões miniatura com pais atarantados correndo atrás dos bebês cheios de energia. Em uma caixa num canto do salão uma quantidade de brinquedos capaz de alegrar um orfanato inteiro, por meia dúzia de natais.
Será que aquele lindo bebê aniversariante precisa mesmo de tantas coisas assim para desenvolver-se pleno e feliz? Caberão todas aquelas coisas no seu armário? Haverá alguma estante onde possa repousar a nova bonequinha de pano? Criança ainda brinca com bonequinha de pano?
Acredito que brinque, que deva brincar. E minha crença vai além. Acredito em brinquedos feitos de sucata e artesanato. Brinquedos sem industrialização. E, sim, eu sei que existem inúmeros produtos educativos especificados por idade daquela marca famosa. Eles são interessantes. Mas prefiro imaginar - palavrinha boa esta - que aprendizagem maior virá do toque em materiais simples, formas criadas do nada, ou de pouco. Quem nunca fez um robô de rolos de papel higiênico, um bonequinho de potinhos de iogurte ou carrinhos com caixa de fósforo embalados em papel brilhante corre o risco de ter perdido alguma coisa da infância. Alguma coisa boa e colorida.
Toda criança gosta de ganhar presente. Até aquele bebê, dono da caixa de brinquedos lotada no canto do salão de festas, que nem sabe ainda para que serve aquilo tudo, gosta de brincar. Mas, será que não caberia uma reflexão acerca da complexidade da vida dos nossos filhos a esta altura do campeonato? Será que um bolo gostoso e brincadeiras, um passeio entre amigos, uma tarde no cinema não seria mais proveitoso ? Perdoem o desabafo, comecei a escrever e acabei sonhando um mundo mais simples.
* Leia outros textos sobre vida sustentável e crianças em EcoblogsEu não sabia como funcionava a dinâmica de uma festa infantil. Fizemos as duas festinhas do Ernesto somente para a família; coisa pequena para o pequeno. Então, na primeira comemoração como mãe de convidado, procurei uma lembrança que fugisse ao industrializado. Achei uma linda bonequinha de pano embalada para presente num saquinho de juta e fui descobrir a vida como ela é.
E a vida mudou. Não existem mais muitas festinhas como as que eu costumava frequentar. na infância. Está certo que hoje também não existe mais o Playmobil da Trol e o gosto da bala tofee mudou . Tudo muda com o tempo. Mas desta vez fiquei assustada. A festa parecia um parque de diversões miniatura com pais atarantados correndo atrás dos bebês cheios de energia. Em uma caixa num canto do salão uma quantidade de brinquedos capaz de alegrar um orfanato inteiro, por meia dúzia de natais.
Será que aquele lindo bebê aniversariante precisa mesmo de tantas coisas assim para desenvolver-se pleno e feliz? Caberão todas aquelas coisas no seu armário? Haverá alguma estante onde possa repousar a nova bonequinha de pano? Criança ainda brinca com bonequinha de pano?
Acredito que brinque, que deva brincar. E minha crença vai além. Acredito em brinquedos feitos de sucata e artesanato. Brinquedos sem industrialização. E, sim, eu sei que existem inúmeros produtos educativos especificados por idade daquela marca famosa. Eles são interessantes. Mas prefiro imaginar - palavrinha boa esta - que aprendizagem maior virá do toque em materiais simples, formas criadas do nada, ou de pouco. Quem nunca fez um robô de rolos de papel higiênico, um bonequinho de potinhos de iogurte ou carrinhos com caixa de fósforo embalados em papel brilhante corre o risco de ter perdido alguma coisa da infância. Alguma coisa boa e colorida.
Toda criança gosta de ganhar presente. Até aquele bebê, dono da caixa de brinquedos lotada no canto do salão de festas, que nem sabe ainda para que serve aquilo tudo, gosta de brincar. Mas, será que não caberia uma reflexão acerca da complexidade da vida dos nossos filhos a esta altura do campeonato? Será que um bolo gostoso e brincadeiras, um passeio entre amigos, uma tarde no cinema não seria mais proveitoso ? Perdoem o desabafo, comecei a escrever e acabei sonhando um mundo mais simples.
* imagem do blog da ilustradora Andréia Vieira
















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6 fios puxados
Eu fiz uma festa dessas com mini parques no 1º ano da Beatriz (ela tem 1 ano e cinco meses) e confesso que depois fiquei meio culpada com tudo, principalmente com a quantidade de brinquedos que não cabem no armário. Juntei um bocado - alguns sem tirar da caixa - e levei para uma creche.
Beijos
PS: quero escrever a crônica sim, mas tenha paciência, por favor. Falta um tiquinho de tempo e um 'ticão' de inspiração.
Beijos de novo
passando para te desejar um feliz domingo.
Como sempre, muito bom tudo aqui...
Me desculpe mas eu acho que a tarde no cinema etc...é o ano todo, deve ser todo dia, ou toda semana.. O aniversário é uma vez só.
não adianta apenas,o nosso ponto de vista,mas sim
deixar uma criança de 2, 3, 4 anos(ou seja nessa altura do campeonato) ser criança.
.
mil beijos pra vc.
Maurizio
Complicado...em inumeras festas infantis de filho netos e amigos..reparei a mesma coisa que vc...molecada hj desde muito nova quer computador..celular..e td que é eletronico de presente..
Não gosto para onde caminhamos.
Beijos
Nesse sábado fui a uma festa de aniversário de um menino de 4 anos.
Fiquei lá sentada observando aquela festa enorme, linda, parecendo um grande mundo da disney.
Começei a pensar no preço que aquilo custou.
E acabei caindo nesse mesmo pensamento seu.
Voltei ao tempo dos brigadeiros, chapéu de aniversário de papelão.
As crianças corriam se divertindo da mesma forma.
Só mudou o quanto se gasta de dinheiro...
As crianças crescem e nem se lembram mais das altas produções que, a meu ver, é dinheiro jogado fora e que só serve para alimentar a vaidade de pais, porque a maioria faz para mostrar para a família ou para que os amigos não saiam reclamando da festa.
Por isso, só faço festinha na escola, entre os amiguinhos, porque no mais, as festas infantis para crianças muito pequenas, em geral, só tem adultos. Boa semana! Beijus,
Meu filho de uns tempos prá cá, tem pedido uma festa com muitos balões e decoração, por ver os amiguinhos fazerem, é criança, quer igual, tem apenas 3 anos mas já sabe bem o que quer. Sempre fiz festas pequenas só prá família e ano que vem pretendo fazer uma maior, mas não essa exorbitância que se vê, tanto desperdício, as crianças são hiperestimuladas diante de tantos brinquedos e cores, não sabem nem prá onde olhar, acabam nem comendo nada e nos aniversários maiores, passam mais tempo na fila do que nos brinquedos. A comemoração em si perdeu o sentido, também sou nostálgica e tenho saudades dos velhos tempos em que se usavam as bandeirinhas, os copinhos de gelatina coloridos e o bom e velho brigadeiro. Beijos querida, boa semana prá vc.
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